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(Resenha) A Colônia – Ezekiel Boone

Sinopse: Nas profundezas de uma floresta no Peru, uma massa negra devora um turista americano. Em Mineápolis, nos Estados Unidos, um agente do FBI descobre algo terrível ao investigar a queda de um avião. Na Índia, estranhos padrões sísmicos assustam pesquisadores em um laboratório. Na China, o governo deixa uma bomba nuclear cair “acidentalmente” no próprio território. Enquanto todo tipo de incidente bizarro assola o planeta, um pacote misterioso chega em um laboratório em Washington… E algo está tentando escapar dele. O mundo está à beira de um desastre apocalíptico. Uma espécie ancestral, há muito adormecida, finalmente despertou. E a humanidade pode estar com os dias contados.

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Título: A Colônia
Série: A Colônia – Livro 1
Autor: Ezekiel Boone
Editora: Suma de Letras
Número de Páginas: 272
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Resenha

Eu vou fazer essa resenha de forma diferente de todas as minhas outras. Dessa vez eu não vou falar tanto sobre estória, pois caso contrário eu estaria estragando completamente a sua futura experiência com o mesmo. Eu vou tentar focar mais no que senti ao ler o livro. Então, primeiramente, seguem um breve resumo, sem muitos detalhes.

Um tipo de aranha muito antiga acaba de despertar. A situação começa a fugir do controle e há sinais desse despertar em diversas partes do mundo. Um apocalipse bem diferente do que qualquer um poderia prever está prestes a acontecer e a humanidade corre sérios riscos de ser extinta.

“Subiu o feixe da lanterna e viu que era outra coisa. Mais antigas. Ela já havia visto pinturas em cavernas antes, mas aquela era diferente. Era simples. A imagem lhe deu arrepios. Uma aranha.”

Agora devo dizer que esse foi o livro mais assustador que já li na minha vida. Mas também devo avisar que tenho aracnofobia e que o filme mais assustador que já assisti na minha vida foi o filme Aracnofobia. Aí vocês devem estar se perguntando o porque de eu ter lido esse livro. Vou apenas dizer que envolveu um desafio e o fato de eu nunca dizer não quando alguém me oferece um livro de presente. Então que fique bem claro que minhas reações podem ter sido exageradas devido ao pavor que tenho desses demônios malditos.

“Estamos falando de aranhas. Embora as pessoas morram de medo de aranhas, não há quase nenhum motivo para isso. Pelo menos, não na América do Norte. A Austrália é outra história. Tudo é perigosos na Austrália, não só os crocodilos.”

Bem, a narrativa do livro ocorre em terceira pessoa e ela segue diversos personagens, e até mesmo alguns que podemos considerar figurantes. A cada capítulo a narrativa nos leva para um lugar diferente, em vários lugares do mundo. Depois de um tempo alguns personagens voltam a aparecer e nós percebemos quem realmente é um personagem do livro. Mas por vezes surgem relatos de outros personagens aleatórios, só para nos dar um gostinho do que está acontecendo em outros lugares e para aumentar ainda mais o nosso desespero.

“Ela não tinha medo de aranhas. Não havia motivo para ter medo de aranhas. Mas, ainda assim.”

E mais um detalhes interessante sobre essa narrativa rotativa entre os capítulos é que cada um dele termina com um gancho que te deixa desesperado. Sério. O capítulo todo é construído de forma que o final do mesmo te enlouqueça. O autor faz um crescendo na narrativa que termina de forma angustiante. As últimas frases são daqueles tipos que você marca no livro e coloca na resenha, mas eu não fiz isso, porque senão vocês me matariam.

“Tinham passado apenas cinco dias desde o primeiro incidente na mina. Ele havia imaginado que fosse só mais um acidente, mas não demorou muito até os boatos começarem a circular.”

A estória vai se construindo de uma forma assustadoramente natural, te levando para diversas regiões, diversos casos  que começam por fim a te levar um desespero por estar testemunhando de camarote a vaca indo pro brejo. Eu não sabia se eu largava o livro porque estava com medo de descobrir o que acontecia a seguir ou se seguia lendo porque eu precisava saber o que acontecia a seguir. Isso somado ao fato dos ataques da aranha serem extremamente bem descritos fez com que eu tivesse vários ataques cardíacos, ataques de pânico, ataques de tudo mais que eu tinha direito, O que não faltou durante essa leitura foram calafrios, frios na barriga e sustos com a sombra e o toque do meu próprio cabelo. Eu senti medo, agonia, pavor, etc.

“O celular ainda não funcionava, e ninguém conseguia achar sinal também, mas ele sabia que quando soldados começavam a chegar e o arame farpado, a ser instalado, quando as autoridades tentavam tranquilizá-lo dizendo que não havia nenhum problema mesmo quando estava nítido que algo estava acontecendo, era hora de se preocupar.”

Apesar de todo o medo e principalmente por causa dele, eu dei 5 estrelas para ele e o favoritei. Esse livro é sem dúvidas muito melhor do que muito filme de terror, almas penadas são para os fracos. Por sinal, se esse livro virar filme, eu não sei se teria a coragem de assistir. Não quero entrar em detalhes sobre o final, mas ele terá uma continuação. E como boa masoquista que sou, eu mal posso esperar por ela. Afinal, esse livro veio para provar que o meu medo de aranhas não é infundado! Basta dizer que, na vida, eu sou a China. E para entender o que eu quis dizer, você precisará ler o livro.

“Não acho que seja ainda uma situação de “se”. Acho que é uma questão de “quando”, e nós só estamos ganhando tempo até aquilo chegar aqui.”

A princípio eu não imaginava que o livro fosse tão assustador, e isso deve em parte à capa do livro. Porque, por mais que tenha uma aranha horrível nela e que seja totalmente assustador sequer pensar em tocar na capa, ela de certa forma passa uma impressão de ser um livro meio infanto juvenil. Não esse apocalipse de aranhas carnívoras. Por sinal, apocalipse é a palavra chave nesse livro. Não há outra forma de descrever o que ocorre. Essa estória me fez perceber que enfrentar zumbis é a coisa mais simples do mundo, basta atirar na cabeça do zumbi e encontrar um lugar seguro e reforçado para ir levando a vida. Mas como você consegue para milhares de aranhas? Não tem como você atirar na cabeça, não há lugar seguro onde se esconder. Até mesmo os muros gigantes seriam totalmente inúteis. É realmente aterrorizante em pensar nesse apocalipse de aranhas, muito mesmo.

“Melanie nunca havia entendido o pânico que as pessoas sentiam de aranhas. Por que todo mundo tinha tanto medo? (…) Talvez isso não fosse extraordinário; as crianças aprendiam a ter medo com os pais. Mas com quem os pais aprendiam a ter medo? Não, ela nunca havia entendido o medo de aranhas.

Até aquele momento.

Finalmente, ali estava um motivo para ter medo.”

Classificação

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Sobre o autor (também conhecido como o meu quase assassino)

Ezekiel Boone mora no norte do estado de Nova York, com a esposa, os filhos, e dois cachorros desobedientes. A Colônia é seu livro de estréia.

escrito por Patrícia Paiva

Patrícia Paiva

Viciada em livros (sério, ainda vou a falência de tanto comprar livros), animes, mangás, doramas, seriados e filmes. Amo animais, viajar, chocolate e nutella, odeio segundas.

8 comentários sobre “(Resenha) A Colônia – Ezekiel Boone

  1. Cássia says:
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    Meu Deus, tenho pavor só de pensar em um monte de aranhas!!!!! Ai Cristo!!kkkk
    Mas sinceramente gosto de livros com histórias diferentes, e esse com certeza eu leria. Mas se eu visse ele na livraria e não tivesse lido sua resenha eu não compraria, não gostei da capa!
    Nossa seria apavorante ter que fujir de um monte de aranhas, aonde se esconder? Qual lugar elas não conseguiriam entrar! affff
    Adorei sua resenha e amei o livro, já esta na minha longa lista de leitura!
    Bjão

  2. Leticia Golz says:
    avatar

    Oi, Patricia
    Coincidência ou não, eu também tenho aracnofobia e acho que ia surtar com esse livro, porém devo confessar que fiquei curiosa. Até ri com sua resenha. Só que tem tanto medo desses bichos sabe. Acho que ia me dar muitos calafrios também.
    Gostei de conhecer o livro, obrigada pela dica.

    Blog Livros, vamos devorá-los

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